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| Mitos e Verdades da Psicoterapia |
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| Dom, 30 de Outubro de 2011 00:28 | |||
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Na atual sociedade competitiva e exigente, muitas das doenças são psicossomáticas. Fazer terapia, portanto, pode ser o caminho para enfrentar as dificuldades diárias e buscar o autoconhecimento e equilíbrio. Para muitas pessoas aceitar a ajuda terapêutica é sinônimo de vergonha, estar doente ou assumir algum tipo de distúrbio psíquico. Já para muitas outras, contudo, é a oportunidade para encontrar a solução de algum problema ou uma saída para resolver conflitos pessoais, mágoas e angústias. Mas, enfim, o que é terapia? Quando é a hora certa de começar? Essas e outras indagações são comuns na mente das pessoas que querem conquistar o autoconhecimento, mas encontram resistência. As respostas dependem muito da vontade de cada um, porém a terapia é uma ótima oportunidade para se autoconhecer. A vergonha de manifestar o desejo de fazer o tratamento, entretanto, ainda é a grande dificuldade por conta de um preconceito. As pessoas ainda pensam que podem resolver seus problemas sozinhas sem a ajuda de alguém. A figura do psicólogo, por isso, é tida como um auxílio para pessoas com problemas mentais, e não para pessoas normais. Costumo dizer que a terapia vem para ajudar a resolver questões que não conseguimos sanar sozinhos. Qualquer pessoa, a qualquer idade pode fazê-la. Muitos pacientes acham que o terapeuta nunca dará alta para não perder a sua remuneração. Pensar assim é um erro, pois é possível estipular um período para o término do tratamento, justamente para estabelecer um compromisso entre o profissional e o próprio paciente, que fará de tudo para conseguir atingir o seu próprio objetivo. Esse tipo de tratamento é chamado de terapia focal. Neste tipo de abordagem, busco extrair já no primeiro atendimento o foco central das várias queixas apresentadas pelo paciente. Desta forma, torna-se possível pinçar do discurso do paciente o que é mais relevante a ser tratado naquele momento para uma equação rápida e eficaz do problema. Vale ressaltar que a alta, de fato, depende muito do estímulo da pessoa, ou seja, quando o paciente volta para o seu cotidiano, ele precisa por em prática o que escutou na terapia. A partir do momento que o paciente procura a ajuda especializada é porque ele já está no momento ideal para resolver o problema. A pessoa não deve ter medo e nem ficar preocupada com o que o profissional irá pensar. Afinal, estamos lá apenas para ajudar a resolver uma dificuldade, nunca para julgar, condenar ou pensar alguma coisa a respeito do paciente. O que não se pode fazer é forçar uma pessoa a procurar um terapeuta. Neste caso, dificilmente há resultados porque o paciente já entra com resistências e certamente não irá interagir com o psicoterapeuta e nem mesmo ouvi-lo. “As hostilidades que existem em relação ao terapeuta são, na grande maioria das vezes, resultados de imposições que a família e amigos fazem para que o seu ente querido procure um tratamento", explica a especialista. Esclarecimentos a respeito de mitos e verdades sobre a terapia: • Mito - A terapia é para sempre. O tempo da terapia depende muito do problema e do comprometimento da pessoa e da forma como ela evolui no tratamento. No nosso instituto, nós priorizamos a terapia focal, dando o diagnóstico no primeiro atendimento, ou seja, trabalhando o problema central da pessoa, sendo assim possível estabelecer um compromisso com o tempo de tratamento, que muitas vezes pode até ser curto; • Mito - A terapia precisa ser feita somente com um único profissional. A variedade de olhares terapêuticos, desde que pertencentes a mesma equipe, auxilia o paciente a ampliar a sua escuta até o momento que alguma destas formas faz tanto sentido que rapidamente possibilita um novo padrão de comportamento; • Verdade - A terapia não vicia. O fato de um tratamento durar muito tempo ou não, pode variar a partir das necessidades da pessoa até o tipo de terapia em questão. Mas isso nada tem haver com vício. Fazer terapia é algo bastante saudável e o seu tempo não indica nada específico. • Mito - Terapia é só para quem está com problemas. Falar de si é prazeroso. Por isso, o paciente que estiver somente atrás de colo, atenção, terá na medida certa, mas sem transformar o encontro em uma visita tipo sala de estar ou um confessionário como forma de desabafo. • Verdade – A pessoa tem que sentir empatia com o terapeuta. Caso isto não aconteça, os processos do tratamento se tornam mais difíceis. • Verdade – A pessoa tem que se comprometer a mudar padrões. Sem a determinação da pessoa, o tempo de tratamento acaba sendo muito maior. Maura de Albanesi
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| Última atualização em Ter, 22 de Novembro de 2011 10:43 |